E sobre Akira hein? Esse é um daqueles filmes clássicos, que eu consegui finalmente passar da lista “Pra ver” pra lista de “Já assisti”.
E a opinião? Vamos a ela então:
Akira se passa em um futuro cyberpunk, na cidade de Neo Tokyo, que foi construída sobre a antiga Tóquio, destruída após uma explosão que desencadeou a terceira guerra mundial. Neste futuro sombrio e furioso, existem revoluções acontecendo contra o governo diariamente, com direito a atentados terroristas e manifestantes enfrentando a polícia, gangues de jovens motoqueiros e órgãos do governo fazendo experiências secretas com crianças especiais. No filme essas crianças especiais conseguem manipular algo como a energia primordial do universo, movendo objetos, criando ilusões e toda essa parada de poder mental.
O filme vai acompanhando uma gangue de motoqueiros, que uma bela noite sem nada pra fazer, sai por ai caçando rolo, e um dos integrantes (Tetsuo), se envolve em um acidente com uma das crianças e depois disso consegue manipular a força (não confunda com Star Wars aqui ok?), só que o poder sobe a cabeça do rapaz, e ele vai atrás de uma força primordial que está sendo escondida e protegida a sete chaves chamada Akira (é, se você também só olhava a capa, e pensava que o japa de vermelho era o tal do Akira, também estava enganado como eu, put your hand’s in the air! \o/ ) e todo mundo tenta pará-lo, inclusive a namorada do bostinha, além do chefe da gangue e melhor amigo dele, Kaneda (sim, esse sim é o da capa), bom eu não vou dissecar a história nem contar mais nada, quem quiser que assista.
Mas é bom? Sim, muito bom, é foda, violento, inteligente, tem trilha sonora na medida, tem ritmo, é bem desenhado e sei lá mais o que. Vamos por partes:
Violência:
Não que a violência seja simplesmente um fator positivo por si só, porém, quando não é dosada de acordo com o filme (por que tem filme que precisa ser mais violento do que outro, não tem medida exata nessa receita) estraga todo o ritmo da história, podendo deixar ela quase caricata. Akira é muito violento, pois precisa disto. O mundo de Akira é caótico, o povo está revoltado, o governo é militarizado e brutalizado, a juventude mostrada é totalmente transviada, e em muitas cenas da pra sentir o clima que é uma mistura de tensão, medo e agressividade. Posso destacar os pesadelos de Tetsuo:
e a cena em que um fugitivo é baleado logo no começo do filme:
Porém, apesar de ser abundante, não é forçada, já que é um reflexo do espírito do filme.
Inteligente:
Bom, vejamos, o enredo não chega a ser cabeça, porém, pra mim, pequenos detalhes fazem a diferença, como por exemplo, o paralelo da explosão de Tóquio e a bomba atômica, já que, além da destruição da cidade, tem o negócio do ser humano manipulando forças naturais que estão no limiar da compreensão científica (a cena dos cientistas mais interessados na descoberta dos novos efeitos no Tetsuo, do que no perigo que isso pode ter); megalomania, etc. Bom, em suma, qualquer filme pode sair destruindo tudo (vide Transformers), mas poucos fazem isso com uma história boa e que não seja clichê.
Trilha sonora na medida:
Não estou falando de musiquinha de piano nas partes tristes e solo de guitarra nas cenas de ação. Estou falando disso:
Ritmo:
Não deixa você dormir, mas também não fica masturbando a mesma parte da história, ou fica colado só na personalidade de um personagem, todos os personagens são desenvolvidos e explorados. Muito diferente de filmes como Quarteto Fantástico, onde o máximo que nós vemos são os problemas que cada um teve com os poderes, e de vez em quando a gente fica sabendo de alguma coisa sobre o personagem quando isso esbarra na linha central do filme. Bom, vai saber, gosto é gosto, em Akira, tanto Tetsuo, Kaneda e os demais personagens, tem suas paixões, traumas e pensamentos explorados (e não é novela hein!).
Bem desenhado:
Sim, muito bem desenhado, eu não entendo quase nada disso, mas achei principalmente a iluminação muito condizente com a história, a escuridão, e a cidade repleta de prédios fechados e sombrios, as luzes aparecem ou por meio das propagandas em outdoors ou por luzes dos veículos, e falando em luzes, o que eu achei mais fera foi o “esticar” da luz das motos. Nice! O.O
Bom, é por isso, e pelo resto, assista Akira ok? Vou deixar um trecho da luta entre gangues de motos, sabia que existem essas gangues no Japão mesmo? São as Bōsōzoku (vi primeiro em Gantz), tá pensando que isso de gangue de moto era puxa saco de americano? No way, man!
Mas não se engane, Akira não é um anime de luta de gangues de moto hein! É um FILMAÇO! Flw.




